Artigos de fevereiro de 2009

28 de fevereiro de 2009

Férias são para descansar

Como todos os anos, neste nosso Brasil dos feriados e feriadões, acabou-se o carnaval e este ano o fevereiro também. Segunda-feira já é 02 de março e o ano realmente começará. Em anos anteriores não sentia, tão assim, na flor da pele, esta sensação de iniciar o ano em mês bem posterior a janeiro o verdadeiro início do ano no nosso calendário gregoriano, mas neste ano, como minhas férias coincidiram (08/02 a 28/02) percebi mais nitidamente este fenômeno. (Já estou com saudades das vendas, do probleminhas para resolver, das manifestações dos clientes, das metas, dos prêmios que espero ganhar durante o ano, enfim desta nossa rotina de trabalhador)

Passamos a última semana, eu e a esposa, na praia mais catarina do nosso Rio Grande do Sul, ou seja, em Torres, onde muitas características das praias catarinenses se manifestam. Ficamos hospedados no Hotel do Sesc/Torres, na beira do Rio Mampituba. Chegamos no domingo com o sol a pino, o que se repetiu na segunda feira até pelas  15:00 h e a partir daí o tempo fechou, as nuvens negras apossaram-se da praia, da cidade, de quase todo RS e me deixou muito feliz. Já manifestei muitas vezes, no blog e nos comentários de outros blog’s que prefiro o inverno ao verão, que sei da utilidade do sol, da condição poética dos seus raios, mas nada como uma temperatura amena, uma chuvinha no telhado, uma garoa, para inspiração.

torres1

O que fostes fazer na praia então ô vivente, se tudo o que ela te oferece tu não aprecias?

Descansar.

Já repararam que se tirarmos férias e permanecermos em nossa casa sem mudar de ambiente acabamos trabalhando muito mais do que se estivéssemos no trabalho, sem férias?

Fechando o parenteses, chovia; um pouco, bastante, parava e recomeçava, um ventinho soprava para diminuir a sensação térmica da temperatura que sentíamos e foi então que passamos a usufruir do direito ao descanso. Mas também, um clima destes que mal dava para sair e um hotel 10 estrelas que nos dava toda a condição, ou seja, atendentes muito solícitos, sempre sorrindo e prontos a te atender, um restaurante amplo com pratos variados tanto no café como no almoço ou no jantar, uma limpeza ímpar pois não se via uma sujeira mesmo que se procurasse, sala de jogos, piscina térmica, sauna, academia, quartos amplos e arejados, sala com acesso a internet e todo hal de entrada com equipamentos para acesso a rede sem fio, carro a cada meia hora para tour pela cidade, restaurante que atendia fora de hora com lanches rápidos, cervejas e refrigerantes gelados. Vi até uma sala que estava identificada com “Gerência”, mas o gerente não cheguei a conhecer, não vi, não aparecia como deve ser todo gerente que comanda lidera o seu grupo.

Gostamos tanto de criticar quando somos mal atendidos, quando nos desrespeitam como consumidores, quando até nos faltam com a educação, mas quando aparece um serviço bem feito e pessoas contentes e felizes com o trabalho que fazem e fazendo-o bem, é nosso dever elogiar.

Assim, nem vimos a semana passar, lógico que fizemos algumas caminhadas na praia, que conhecemos os pontos turísticos que desconhecíamos, que aproveitei para terminar de ler os dois primeiros livros do ano (acho que aumentarei minha média Letícia), e que curtimos a dois, umas férias que se possível repetiremos, no mesmo bat hotel.

Eu recomendo.

26 de fevereiro de 2009

Maria ama João que pensava que a ração de gatos não acabaria

Maria amava João e fazia questão de dizê-lo todas as vezes que se encontravam:

- Te amo João…

João do alto de sua empáfia respondia: O Herculano (o gato que tinham em comum) também me ama e vem no meu colo, ronrona para mim, esfrega-se em minhas pernas quando está com fome e quer que eu lhe sirva a ração…

Mas Maria não desistia, quando se encontravam, nas conversas diárias, nas refeições, nos jantares a luz de velas, em todas as suas relações, nas conversas ao pé do ouvido, nas horas do amor, nos momentos mais íntimos, quando faziam sexo, Maria fazia questão de salientar, de afirmar, de dizer, de deixar bem claro:

- Te amo João…

E o João do alto de sua empáfia respondia : “O Herculano, nosso gato também me ama, vem no meu colo esfrega-se em minhas pernas…

Até que a ração acabou…

24 de fevereiro de 2009

O guerreiro

Foi-se o arco, foi-se a flecha, foi-se a vida, a coragem, o medo, ficou a poesia que marca à ferro o sentido de tantas coisas.

O Guerreiro

Na escuridão da noite

por entre a mata bravia

Vinha correndo o guerreiro

Para anunciar o raiar do dia.

Cá chegando, tristemente,

constatou com melancolia…

Viu seus companheiros mortos,

viu que o sangue corria.

No mundo só se encontrava,

aceitou com rebeldia.

Fez promessas, mil promessas

Que seu povo vingaria.

Armou-se de arco e flecha,

para vingar-se partiria,

caminhando mais três passos

sentiu que cairia.

Uma flecha lhe acertara

com mortal pontaria

agora guerreiro morto

nunca mais se vingaria…

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22 de fevereiro de 2009

A minha primeira sopa de ervilhas, meus cúmplices ou meus aliados

Quando fiz a 4ª série já recebíamos, na época, incentivos pelo desempenho apresentado e/ou  pelo que ainda se realizaria. Minha professora, Dna.Ângela, morava em outra cidade e como prêmio ela convidava um ou outro aluno para passar um fim de semana em sua cidade, em sua casa. Feliz da vida, preparei minha mala, após receber o convite, e ansioso nem dormi na noite anterior.

Sábado, 7:30 h, lá estávamos nós, entrando no ônibus e nos dirigindo a cidade vizinha.

Mas o que eu queria contar mesmo era a relação de amizade que estabelecemos, eu a professora e o pessoal da casa dela, incluindo irmãos, irmãs, primos e primas.

Sábado á tarde, após o almoço, hora do jogo de futebol entre a gurizada, não conhecia ninguém e a escolha do time se desenrolava. Fulano prá cá, ciclano pra lá e por fim, quando não tinha mais a quem escolher, fui escolhido. Tudo bem, o importante era jogar, nem que fosse no gol, de goleiro e foi o que fiz.

Era um campinho acanhado, nos fundos da casa, minúsculo,  mas o importante era o jogo, e a “pelada” se desenrolava até que fiz uma boa defesa de um chute bem colocado e repuz imediatamente a bola em jogo, joguei-a e acertei o fio do varal, sim, como todo pátio de casa que se preze, tinha um varal que atravessava o nosso campo, e a bola ficou presa ao fio, só se ouvia um ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ do ar que saia de dentro da bola e que, aos poucos, murchava.

Pronto!

Acabou o jogo, pirei, sobrou para mim, pensei. Surpresa. Reuniram-se no meio do campo, o irmão mais velho da Dna Ângela com a bola na mão e os demais jogadores, inclusive eu, e confabularam, confabularam e confabularam.

Naquela época, tá, não faz tanto tempo assim, a repressão era danada e ao acontecer algo assim, o dever de contar aos pais era imediato, no entanto combinaram o seguinte:

-Vamos guardar a bola no quarto da bagunça, não vamos contar que a bola furou e não vamos entregar ninguém e …

Estava salvo. Se quisessem poderiam tripudiar sobre um desconhecido, sobre alguém que estragou o jogo deles, que estragou a bola deles, mas não, na irmandade, acobertaram o fato e a coisa ficou por isto mesmo.

Cumplicidade? Solidariedade?

Sei lá, só sei que aprendi muito neste fim de semana, com pessoas que mal conhecia e foi uma lição que, mesmo não ensinada pela professora, não esqueci nunca mais.

Ah, a sopa de ervilhas era maravilhosa.

20 de fevereiro de 2009

Mosca maldita, maldita mosca

Eu sou a mosca que pousou na sua sopa… O que o Raul não faz com a gente!!!

” Loucuras dos carnavais”

Mosca maldita

que está a zumbizar

não me deixando concentrar.

Maldita

que vai ao estrume

do suíno cheiroso

e vem no meu rosto pousar.

Maldita

que dos sprays

nem mesmo o mais potente

consegue te matar

Mosca maldita

Maldita mosca

corra, corra,

de preferência morra,

pois aqui

não é o teu lugar

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