Archive for novembro, 2008

novembro 30th, 2008

Em busca de soluções para as enchentes de Santa Catarina

Estas enchentes em Santa Catarina, que ocorrem a muitos anos e sempre em Blumenau, em Itajaí e outras cidades que são as mais visadas, intrigam-me e fico a imaginar porque nada é feito para prevenir.

Sei que a hora é de solidariedade, ajuda, tentar salvar o que restou do desastre, acolher pessoas onde possível for, doar o que se pode e até o que não se pode, mas onde andam as “autoridades”, os senhores políticos que sempre posam de salvadores da “pátria”, que não conseguem ver que estas enchentes fazem parte da vida dos catarinenses e ciclicamente acontecem?

Onde estão os meteorologistas que tudo ou quase tudo prevêem? Onde estão os habitantes das cidades atingidas que são atingidos e se relocalizam e são novamente atingidos e novamente se relocalizam sem nada fazer, sem se insurgir contra quem deveria tomar uma atitude, deveria encomendar estudos para fazer obras de retenção e tentar diminuir as trágicas conseqüências?

Dirão que a natureza é quem está a castigar a população, que a localização das cidades não possibilita obras para evitar os desastres, que não há dinheiro, que isto e que aquilo, mas reservo-me o direito de discordar, o que falta é vontade, mobilização, amor ao próximo e principalmente vontade política.

PS: Visite este site que está tentando mobilizar as pessoas.

Tem muitos blogs que também estão fazendo a sua parte.

novembro 29th, 2008

Dia perfeito

O que dizer de um sábado, véspera de um domingo quente?

É so curtir e é nesta letra do Marcelo Gross, música cantada pela banda gaúcha Cachorro Grande que vou me inspirar:

Dia Perfeito

Cachorro Grande

Composição: Marcelo Gross

Dia perfeito pára na esquina e diz goodbye
Flutua como uma nuvem
She really have a groove

Fina flor
te disse você é um amor
E disse algo que me entedia
Era isso que eu sentia

E me falou dos seus romances
Que quando pensa em aprontar ela vai e apronta antes

E eu realmente não creio
Que de fina flor
O cangalho esteja cheio

E me disse esquisitices
E que também vai se guardar para quando o carnaval chegar

novembro 25th, 2008

Praticar sexo para esquecer problemas financeiros?

Já sei a bastante tempo que fazer sexo é bom e só faz bem.

Sexo por amor, sexo virtual, em fim de festa, no começo e durante a festa, após o expediente, durante o expediente, mas fora do trabalho, sexo em casa, no apartamento, no elevador do prédio, no banco da praça atrás daquele jacarandá, no motel, na escadaria do colégio, no carro de baixo dos olofotes da polícia, no meio da platéia no show de rock, na praia, sexo selvagem, sexo mais comedido, sexo com toda uma preparação romântica (jantar a luz de velas, vinho, música boa), sexo a primeira vista (onde se bate o olho e logo já se está na prática), sexo entre héteros, sexo entre  bisexuais, sexo entre animais, sexo pelo prazer de fazer sexo.

Agora que fazer sexo é uma terapia para superar os problemas causados pela crise financeira mundial como prega o pastor Ed Young de uma igreja batista do norte do Texas/EUA, eu não sabia.

O risco que corremos, no entanto, é que os governos criem, baseados na solução fácil destes problemas financeiros, (é só fazer sexo!) mais um imposto que incida sobre os efeitos que causam as tantas ações nas quais ele, literalmente, nos fode leva 60% dos nossos ganhos.

Até pensei em fazer campanha para que os governos troquem cada vez mais os pés pelas mãos, sejam cada vez mais corruptos, invistam os impostos em obras faraônicas a fundo perdido, que dêem o dinheiro nosso aos bancos em dificuldades e que salvem da falência as empresas que mal administram os seus recursos, para que nos sintamos cada vez mais na merda desprotegidos e necessitados desta terapia pregada pelo pastor, mas vou esperar um pouco para ver se ela realmente funciona…

Será que é só isto que nos resta?

novembro 24th, 2008

Em busca de menos vazio e menos solidão.

Era uma daquelas manhãs de domingo e a cidade ainda estava vazia. Caminhava lentamente pela avenida cujo leito negro estendia-se até onde os olhos alcançavam. Estava triste e pensativo. Algumas luzes ainda brilhavam nos postes que abriam seus braços aos céus, para dar pouso aos pássaros que neles descançavam.

Adolescentes circulavam em bando, falando alto, gargalhando e dobrando na próxima esquina. Um cão guardava o mendigo que dormia na calçada fria e molhada pelo sereno da madrugada.

O sol mostrava-se e ao longe os primeiros raios penetravam por entre os ipês   amarelos que circundavam a praça. Gente caminhando, gente correndo, gente de bicicleta, gente sentada nos bancos da praça lendo, gente observando o movimento, gente parada em frente ao palco, implantado pela prefeitura para comícios e apresentações artísticas, ouvindo o discurso apocalíptico do orador com sua bíblia em punho:

“O fim dos tempos está próximo. A humanidade perdeu-se entre a ganância e a luxúria. Pecadores. Jesus descerá à terra em breve e castigará a todos. Arrependei-vos. Xô satanas…”

Mais adiante uma pequena fila formava-se na porta da padaria e nela misturavam-se crianças, adultos e aposentados comprando o primeiro aroma da manhã.

Caminhava, ainda, mas o domingo da cidade pequena e vazia se transformara. O movimento, agora, encaminhava-lhe em busca do silêncio dos solitários e, pesaroso, recolheu-se ao apartamento 310, no qual morava a três anos e onde a mala, o celular e o notebook estavam postos  sobre o estofado bege listrado,  juntamente com uma folha de papel que ainda exalava o perfume dela e no qual estava escrito:

“Adeus. Deixe as chaves na caixa de correspondência.”

Seco, direto, sem explicações, mas foi o que ele fez.

Pegou a mala e os demais pertences, deixou a chave e hoje vaga em busca de uma cidade cujo domingo não seja, assim, tão vazio e solitário.

novembro 21st, 2008

A crise financeira, os senhores de todas as respostas e o “deja vu”

A crise financeira está com os dias contados!!!!!!!!!!!!!Será????????

É só ler as notícias na internet, ver programas de televisão que enfocam o assunto, fazer uma pesquisa de rua ou telefonar para um ex ministro da economia de governos que não tiveram êxitos em suas pastas, mas que hoje tem solução para tudo.

Estou cansado de afirmar que não é bem assim, que já acompanho estes movimentos a muito (não, não sou tão velho assim), que os extremismos não levam a nada, mas preciso reafirmar:

“Não é bem assim”.

Vem ano, vai ano e sempre algum fato novo acontece para mexer com as indústrias, o comércio, os bancos a agricultura (que está prestes a sofrer outro “baque” por conta da situação climática que prevê uma seca para os próximos dias e dificultará o plantio e a colheita da safra) e tirá-los do marasmo e do comodismo.

É como Sodoma e Gomorra no Vale de Sidim. Há problemas (?) Surge algo para alertar e, todos modificam procedimentos, fazem projeções, cálculos, planejamentos, cortam gastos, implementam programas de sustentabilidade, fazem promessas, invocam a ajuda de gurus e, passado o Tsunami, tudo volta ao princípio, claro que com algumas pequenas mudanças, mas logo o ciclo recomeça e a crise se instala novamente e algum fato novo acontece para mexer com todos e tirá-los do marasmo e do comodismo e…

A crise faz parte do nosso cotidiano e convivemos com ela e nos adaptamos a ela e a superamos e , por vezes, elegemos alguém para salvador da pátria e colocamos todas as nossas expectativas e esperanças nisto e assistimos passivelmente o discurso de presidentes das repúblicas, de comentaristas econômicos nos jornais de TV de fim de noite, de entendidos que não entendem nada, de lobistas que só querem levar vantagens e acabamos não considerando pessoas que nestas épocas de crise (sempre) “criam” e se sobressaem neste universo acomodado e conformista.

Não é bem assim…

Clicky Web Analytics