Qual é a medida certa?

Qual é a medida certa? Será que temos que ter medida? Será que fazemos as coisas na medida certa?    O Bolo terá o mesmo gosto se errarmos a medida dos ingredientes? A medida de um pode ser igual a medida do outro? Tem gente que não tem medida?

O que fazer na medida em que as dúvidas persistem?

Toda esta lenga-lenga para falar de homens e mulheres que freqüentam academias, fazem caminhadas, dedicam-se a dietas mirabolantes e apelam, inclusive, a vitaminas balanceadas compradas e vendidas em massa nas farmácias para conseguir aquelas medidas dos corpos esculturais (femininos e masculinos) de comercial de televisão.

Será que eles conseguem? Será que é necessário tanto sacrifício, que por vezes até afeta a saúde do sujeito? Ou será que não está na hora de acordarem e perceberem que estas medidas tão decantadas pelos estilistas e pela mídia são medidas inalcançáveis para a maioria dos mortais e que cada indivíduo deve encontrar a sua própria medida?

Não sou contra freqüentar academias, fazer caminhadas. alimentar-se balanceadamente, mas sem exageros, sem paranóias e não acredito que o João vai deixar de amar Maria porque o n° de sua calça não é o 38 ou o soutien que ela usa não seja o tamanho padrão estipulado.

Que cada um se ame e ame o seu corpo e ame a fulana e ame o beltrano na medida que lhe convier, ou faça como a banda de rock gaúcha brasileira Engenheiros do Hawaii para quem a medida de amar é amar sem medida…

Titulo da Música: Números
Artista: Engenheiros do Hawaii

Letra:

Última edição do Guiness Book
corações a mais de 1000
?e eu com esses números?
5 extinções em massa... 400 humanidades
?e eu com esses números?
solidão a 2... dívida externa... anos luz
aos 33 jesus na cruz... Cabral no mar aos 33
e eu ?o que faço com estes números?
a medida de amar é amar sem medida
velocidade máxima permitida
a medida de amar é amar sem medida
Nascimento e Silva 107... Corrientes 348
?e eu com esses números?
traço de audiência... tração nas 4 rodas
e eu ?o que faço com estes números?
7 vidas... mais de mil destinos
todos foram tão cretinos
quando elas se beijaram
a medida de amar é amar sem medida
preparar pra decolar
contagem regressiva
a medida de amar é amar sem medida
mega ultra híper micro baixas calorias
kilowatts...gigabytes
e eu ?o que faço com esses números?
a medida de amar é amar sem medida
preparar pra decolar
contagem regressiva
a medida de amar é amar sem medida

A morte branca

Senti a morte

montada num cavalo branco.

que

empalidecia.

De branco passou a verde

de verde a roxo

roxo a preto.

Esperneava, gemia, berrava…

Senti a morte

montada num burro branco

que era cavalo branco

que virou num arco-iris.

Senti a morte

Desmontando do cavalo branco

que devia ter morrido

para que eu não sentisse

o relincho do burro-cavalo

que morreu por ser cavalo,

não por ser burro…

Senti a morte branca!!!

Uma das melhores profissões - Presidente do STF

Mil novecentos e outubro. Quarta-feira à tarde. O mês não me lembro mais. Vinte e oito guris e gurias na sala de aula da 4ª série do primário (não riam, faz tempo, era primário sim). A professora terminando a aula de Matemática e entrando na de Português:

- Vamos fazer uma Composição Redação?

Tema: Qual profissão escolherás quando chegares à Faculdade?

P.Q.P.

Impressionante!! Como nós, com 10 anos de idade, numa época em que o acesso as informações praticamente, não existia, teríamos uma idéia do que estudar, de qual profissão seguir?

Claro que fomos obrigados a escrever algo e prontamente fizemos um artigo descrevendo o que imaginávamos que faríamos daqui a 5 ou 6 anos.

Escolhi a profissão de advogado, faculdade de Direito e fiz uma dissertação sobre os prós e contras e uma conclusão que se não me levou a tirar uma nota boa pelo menos fez-me nunca mais pensar no assunto.

Mais tarde, tendo acompanhado alguns processos e observado os procedimentos tomados pelos advogados na defesa ou na acusação, concluí que ser advogado era a pior das profissões. Que advogado mentia. Que  advogado, mesmo sabendo da culpa do réu, defendia-o até o fim do processo, inventando situações e construindo testemunhas entre outros malabarismos.

Mais tarde ainda, percebi que a culpa não é dos advogados (em todas as profissões tem os bons, os mais ou menos, os picaretas-Luis Inácio avisou) e sim das leis que são mal formuladas, que deixam vazios que o bom advogado utiliza para tentar vencer os processos.

Se voltar atrás eu pudesse e se uma faculdade novamente eu fizesse, o Direito escolheria pois pelo que vemos diariamente, a população necessita mais e mais de defensores.

…Sequestros, assaltos, assassinatos, roubos, prisão por isso, prisão por aquilo, corrupção, crimes do colarinho branco, drogas, pedofilia, prostituição de menores, lei seca…

E se, mesmo assim, chegar a conclusão que esta não é a melhor profissão para mim, vou candidatar-me a vereador, prefeito, deputado, governadorPresidente do STF e dentre outras atribuições, assinarei muitos Habeas Corpus para que os meus amigos banqueiros não fiquem presos por mais de algumas horas.

Taí uma profissão que em mil novecentos e outubro eu nem sabia que existia.

Muito lixo no meio do nosso caminho

“no meio do caminho tinha uma pedra…”, não só pedras, paralelepípedos, asfalto, basalto e sobre estas, um tapete de papéis, plásticos, borrachas, alumínios, garrafas…

“Goma de mascar plets amarelo, cigarros Malboro, lata de cerveja skol, lata de refrigerante guaraná Antarctica, canudinhos para tomar refrigerantes, um saco plástico pequeno, pedaços de papéis ao vento, saquinho vazio de salgadinho ruffles, papel de bala hortelã Wallerius, papel azul de chicle Ping-Png, uma bexiga, vazia e furada, de festas, toco de cigarros, caixa de leite longa vida Elege, garrafa long neck de cerveja, pedaços de isopor, palitos de picolé, pazinhas de sorvete, pote de iogurte Danoninho, tampinhas de garrafas”.

É sobre este tapete que diariamente caminho por longos 15 minutos, em torno de um quilômetro, da casa para o trabalho, do trabalho para casa, pela manhã, ao meio dia e ao anoitecer.

Outro dia vinha caminhando e avistei um gari, funcionário da prefeitura, a varrer a rua. Varria e colocava o lixo num carrinho de mão. Como o carrinho estava quase cheio fiquei a observá-lo. Pegou o carro foi até um terreno baldio e derramou todo conteúdo.

!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!? Socorro!!!! Vai entender!!!

Tentei argumentar, mas as palavras ditas foram em vão.

“Papel de picolé Chikabon, bolacha trakinas, negresco, uma garrafa de plástico vazia de cachaça, um pote de iogurte, papel de chocolate baton, copo de cafezinho, folha de jornal Correio do Povo, propaganda de loja comercial, tocos de cigarros, salgadinhos pingo d’ouro, palito de pirulito, uma caixa amassada de papelão de Catchup Dajuda perto da lancheria (já está a mais de mês na calçada em frente) uma seringa na saída da praça, meio limão espremido, uma moeda de cinco centavos, propaganda de supermercado, cartão telefônico da Brasil Telecom, flores de plástico…”

De alguns veículos que passam caem, inadvertidamente, latinhas, cigarros, papéis…

Não aguento mais esta poluição. O que teremos de fazer? Reunirmos-nos com o G 8 e assinar tratados de não poluição das nossas ruas e passeios? Pedir auxilio ao Bush ao Barac ou ao J McCain? Ou será que teremos de inventar um bafômetro lixômetro e através dele medir o grau de comprometimento de cada pessoa?

Talvez os próprios fabricantes, também, devam ser responsabilizados, mas por favor, queremos insurgir-nos contra o aquecimento global e nada fazemos nem mesmo para limpar o passeio em frente as nossas casas, nossos edifícios, nossas empresas. Limpar talvez nem seja necessário, mas não sujar, não jogar lixo é o nosso dever, a não ser que queiramos ter mais

“uma pedra no meio do caminho, do nosso caminho”…

E tudo acaba em pizza… Receita de massa de pizza.

E tudo acaba em pizza é uma expressão cunhada nos salões da Câmara dos Deputados ao final das grandes investigações via CPI’s. É uma frase incrível que enfatiza o tempo perdido, os conchavos, as investigações inconclusivas e as punições que nunca ocorrem.

Mas não é só em Brasilia ou nas Assembléias Legislativas dos estados que as coisas acabam em pizza. Em todo o mundo e em todos os lugares do Brasil, da maior metrópole até a menor cidade do interior do país as coisas também acabam em pizza. Ou começam com ela.

São pizzas à La Carte. São rodízios de pizzas. São filas para comer pizza. São pizzarias superlotadas que abocanham uma grande fatia do setor alimentício. São fábricas produzindo pizzas em série e vendendo nos supermercados.

São pizzas e mais pizzas!!!!!

Fomos proprietários de uma pizzaria por cerca de 18 anos, comemos vendemos muitas pizzas e como neste 10 de julho é considerado o Dia da Pizza no Brasil, resolvi partilhar a receita da massa de pizza, que foi utilizada por todos estes anos no “Paulo Pizzas”, com vocês que têm coragem de enfrentar a farinha e o forno.

Ingredientes

  • 1 Kg de farinha de trigo
  • 1 colher(sopa) de sal
  • 1 colher(sopa) de fermento
  • 1/3 colher(sopa) de açúcar
  • 6 colheres(sopa) de azeite
  • 500 ml água morna

Misturar os ingredientes secos e a água aos poucos até obter uma massa homogênea. Abrí-la em forma de discos, mais finos ou mais grossos conforme o gosto. Deixar crescer até dobrar de tamanho e assá-los em forno pré aquecido - 200°C.

Agora vocês já têm a massa, montar as pizzas é uma questão de criatividade de cada um. Escolham os ingredientes e não esqueçam a muzzarela e pronto.

Se quizerem discutir a relação, discutir com o chefe, discutir com os filhos, discutir com o colega chato, discutir com o motorista do táxi, discutir, discutir e discutir… discutam. Mas o importante é que tudo acabe em pizza.

Bom apetite.

Clicky Web Analytics