Archive for junho, 2008

junho 17th, 2008

O sentimento dos animais

Quando o ex-ministro Magri (faz tempo) disse que “Cachorro também é gente…” todos nos surpreendemos, pensamos tratar-se de mais uma história criada por quem pouco tinha pra fazer fazia, mas hoje, passado algum tempo sou obrigado a concordar com ele.

Vocês já sabem que temos os gatos mais gatos do mundo e que o Fredy certo dia fugiu  e que certo dia ele voltou para a felicidade geral da família, mas o que me levou a compreender a frase incrível do ex-ministro é que eles realmente têm sentimentos, por que o coitado agonizava, chorava, uivava, miava e miava de dor. Algo lhe sucedeu pois um furo nas costas quase lhe expunha o que tinha por baixo daqueles lindos pelos.

A minha esposa, solícita (mesmo porque o filho gato é dela) o levou a veterinária Renata que prontamente o socorreu.

Como o martírio prosseguia, levamo-lo ao veterinário Luciano - Clínica Quatro Patas - a 50 km da nossa cidade, que fez uma ecografia, aplicou uma ingeção, receitou doses homeopáticas de remédio e agora o gato já está melhorando.

O Fredy sofre junto com a família que se esmera em atendê-lo (até dormiu ao lado da cama do casal em seu berço), em acariciá-lo, em ministrar os remédios e vê-lo novamente a correr pela casa e a demarcar o seu espaço nos móveis, na sala, na cozinha com seus rastros e seus pelos.

O Magri tinha razão…

junho 14th, 2008

Filé à Parmegiana

Já escrevi poesias para o nascimento de filhos, já escrevi artigos para exaltar amigos, familiares, acontecimentos e até para matar saudades através das lembranças, mas nunca, nunca publiquei uma receita para homenagear uma filha querida que um dia pensou ser adotada que está de aniversário neste 15 de junho.

A carne preferencial é o filé, mas geralmente usamos a alcatra que é tão macia quanto e o preço é bem menor.

É um ou dois bifes por pessoa. Temperar a gosto e fazê-los “à milaneza”, ou seja passá-los, um por um, na farinha de rosca, em seguida no ovo batido e novamente na farinha de rosca. Fritá-los e colocá-los num refratário. em seguida cobrí-los com queijo muzzarela, um molho de tomates (pronto ou feito na hora) e queijo parmesão ralado a vontade. Vai no forno elétrico, a gás ou microondas, para gratinar.  Para acompanhar um arroz branco ou uma massa caseira e as saladas que o gosto de cada um permitir.

Tá, e daí? Dirão os menos avisados. Uma receita tão simples e só isto para o aniversário da filha? É que vocês não sabem o serviço que dá convidar o pessoal para o almoço, ir ao supermercado, comprar a carne, preparar os bifes, fritá-los, providenciar os acompanhamentos, servir os pratos, as bebidas (refrigerante cerveja ou vinho) e depois como “gran-finale”, lavar toda a louça e deixar a cozinha no mesmo estado em que a encontrou. Kkkkkkk.  Ainda bem que a Marlene me ajuda…


Feliz aniversário Camila

junho 13th, 2008

Sexta-feira 13 - dia de Santo Antônio

Não tenho problemas com o n° 13.

Não sou supersticioso a ponto de preocupar-me com a sexta-feira 13. Não sou devoto de Santo Antônio, mas esta pérola que ouvi no Jornal Nacional no fim da reportagem sobre o feriado no norte e nordeste (dia de Santo Antônio) tive que partilhar com todos vocês:

O microfone na boca de uma senhora de meia idade e peso pesado aceitou o seguinte:

“- Peguei no pau de Santo Antônio no dia 31 de maio e no

dia 8 de junho já estava casada.”

Cada um tira as suas conclusões.

junho 12th, 2008

Namorar sempre

Um encontro,

uma data,

uma garrafa de vinho

à véspera.

O vinho desce

e aquece os corações.

Reações intempestivas

atiçam a libido

dos corpos

que se acasalam

em todos

ou em qualquer lugar.

Uma data,

um encontro…

É isto

e é assim.

PS: Normalmente sou mais racional nestas

datas como a de hoje mas como li aqui na Tita

e concordo com o que ela escreveu,  fiz um texto mai, mais, fiz este poema,

junho 9th, 2008

Mais realistas que o rei

Quando constatei que aqui no RS tem um novo jeito de governar não esperava que o jeito fosse tão igual ao governar em Brasília, no Rio de Janeiro, em São Paulo, em todo Brasil.

Nós, no Rio Grande do Sul, temos orgulho de sermos gaúchos, cultivamos as nossas tradições e muitas vezes extrapolamos na defesa dessa máxima que se criou no Brasil de que somos os mais trabalhadores, os mais éticos, que temos os melhores políticos, as melhores serras geladas, as mais belas mulheres, o mais combativo futebol, o mais isto e o mais aquilo…

Sou contra estes esteriótipos que fazem com que se crie uma crença sobre determinada história e a cada dia que passa firmo mais convicção nisto.

Vejam, agora, o que aqui, no nosso estado, acontecendo está.

Um secretário ex-secretário (Cesar Busatto) em conversa informal com o vice-governador, por telefone, deixa cair a máscara das falcatruas eleitoreiras que, segundo ele, são praticadas a muito. Agora estão usando o dinheiro do Detran, mas já usaram do Banrisul, Daer e outras autarquias que vão, com certeza, aparecer.

É evidente que a Exa.Sra.governadora nada sabia sobre o fato (eles nunca sabem…) mas a coisa está tão evidente que já ocorreram alguma demissões exonerações.

Fica no ar aquela interrogação!!

Somos nós, os gaúchos, um povo diferenciado? Melhores nisto ou naquilo em comparação com os outros estados? Ou será que somos todos iguais nesta guerra e chegou a hora de assumirmos as nossas fraquezas e os nossos pecados e admitirmos que homens bons e ruins, honestos e desonestos, corruptos e não corruptos existem em todas as classes, em todos os estados e que o nosso é um estado normal, de gente boa sim, mas com todas as falhas e tropeços que existem em todos os demais.

Chega de hipocrisia.

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