Artigos de abril de 2008
Meme/correntes
Lendo este artigo aqui, deparo-me com uma idéia que combina com algo que já queria ter manifestado.
Correntes como estas que vem sendo disseminadas nos blogs me causam asco, pois, ao meu juízo, nada contribuem para o crescimento deles.
As correntes, denominadas incorretamente de meme , vão sendo indicadas de um para outro blog e se proliferando tal qual uma erva daninha que infesta de perguntas a espera de respostas que invariavelmente são sinceras escritas a toque de caixa para não desagradar os amigos.
As correntes já se manifestaram de várias formas e em todos os meios da sociedade. Como aquelas que vinham por carta (mais recentemente por e-mail e muito usado no Orkut) e que se fossem quebradas algo de ruim poderia acontecer.
Correntes, pirâmides, tô fora.
POEMA MÉTRICO
Quando estive a cem metros
Pensei em ir em frente.
Refleti e percebi que
Se fosse mais cem metros
Estaria duzentos metros a frente dos
cem metros que estive
quando tu estavas cem metros atrás
dos duzentos metros deste poema infiel e
ridiculamente medido.
Sanduíche saudável
Na busca de uma ração balanceada aprendi a fazer um sanduíche e resolvi compartilhar com todos.
Pão Sete grãos, ou preto, ou pão de centeio; Cenoura e beterraba ralada; Tomate, alface; Queijo branco e margarina sem sal. As vezes acrescento filetes de Kani.
É fácil de fazer. Duas fatias ou três de pão, dispor os ingredientes a sua maneira e pronto, é só se deliciar.
Além de muito gostoso é muito saudável. Geralmente acompanhado de um copo de suco de laranja, abacaxi, mamão…
O mal que me assola
Sofro de uma doença (in)curável. É difícil para mim falar sobre ela, mas após mais um episódio do Dr. House encorajei-me.
É uma doença que me acompanha a muito. Trata-se de um vírus que instalou-se no meu organismo e afetou, principalmente, o cérebro e o coração. No início mexeu com meu raciocínio lógico o que me fez ter atitudes e tomar decisões irracionais que normalmente não tomaria.
Meus amigos íntimos filhos sabem, pois convivem comigo, que esta doença, por vezes, até diminui os sintomas, mas quando menos esperamos lá está ela manifestando-se novamente.
Já morei em diversas cidades para variar o clima. Já trabalhei em diversas empresas para conviver com outras pessoas. Já passei férias com a esposa em diversos lugares, no frio, no calor, no sol ou nas sombras onde as temperaturas são mais geladas.
Já tentei tratamentos milagrosos, já tentei a religião, até tentei charlatões, mas nada de cura.
A doença foi aos poucos tomando conta do coração que se tornou, além de uma bomba que administra o corpo, uma peça chave nas decisões extra corpóreas que tomamos.
O amor realmente é uma “doença”. Por trinta anos ele me acompanha e vai dia, vem dia, parece que aumenta.
Vou confessar:
Sofro do “Mal do amor!!”
Esta “doença” que foi crescendo aos poucos tornou-se crônica tomando conta por completo do meu corpo e minha alma.
Tá certo. A medicina evolui ano após ano, mas torço para que não descubram nunca a cura para este mal, que a doença permaneça causando todos os efeitos que causa e que esta paixão que sinto se eternize.
Torço para que o “Mal do amor” se espalhe e tal qual a dengue se infiltre onde possível for.
Que o “Mal do amor” atinja todos vocês.


As professoras e sua influência na formação da personalidade de seus alunos
Sempre gostei das professoras que me orientavam sexualmente na escola. A do primeiro ano primário (que me ensinou o Be a Bá), então, tinha por ela uma verdadeira adoração.
É lógico que aos poucos o endeuzamento foi dando lugar a razão e o que era místico foi se modificando, como por exemplo a Dna.Clara, minha querida professora no quarto ano primário, nos idos dos anos 69 (faz tempo).
Desde cedo ensinavam-nos a gostar de redações e o incentivo vinha através de “composições” que eram nos solicitadas.
Era julho de 1969 e nos meios de comunicação da época sinais de fumaça, pombos, boca a boca, rádio, televisão preto e branco, jornal semanal, só se falava na chegada do homem à lua.
Título da Redação:
“Tu achas que o homem descerá na lua?”
Que título! Que tema!
Como éramos pós graduados (não tinha um piá com mais de 10 anos) em jogar bola, jogar bolita, brincar de pega-pega, escalar e descer as ruas de chão batido com nossos carrinhos de lomba, concentramo-nos no tema e cada qual deu a sua importante opinião.
Não sei ao certo o que os colegas escreveram (alguns até me confidenciaram) mas eu, no alto dos meus nove anos de idade e com conhecimento científico baseado em estudos aprofundados patrocinados pelos EUA via NASA, profetizei que não, que com os recursos que dispunham nada poderiam conseguir e que …
Quebrei a cara.
Em 20 de julho de 1969 milhões de pessoas assistiam ao vivo pela televisão a chegada do homem a lua, o primeiro passo dado pelo astronauta Neil Armstrong e pelo astronauta Edwin Aldrin (que nunca é lembrado por ter sido o segundo).
No dia seguinte, a tarde, vem ela, a Dna Clara, toda sorridente, feliz (hoje sei que se sentia no mundo da lua) dizendo que leria algumas das redações que tínhamos escrito.
Não precisa nem dizer. A primeira selecionada foi a minha, letra por letra, palavra por palavra, frase por frase e os colegas me olhando, me “tirando”, rindo e se divertindo.
Ao fim da leitura, estando eu já ensimesmado, encolhido e escondido dentro do guarda-pó branco com gravata azul que vestíamos, perguntou:
-Então Sr. Paulinho. O Homem não vai chegar a lua?
Cavei, na hora, um buraco no piso da sala de aula, pulei nele e estou escondido até hoje, observando os colegas e a professora que julgara mestra mas que, aproveitando-se de uma opinião dada sobre um fato que poderia ou não acontecer, desdenhou da minha capacidade e inteligência caindo vertiginosamente no meu conceito.
A partir daí atrevo-me a opinar sempre com antecedência sobre os fatos sem temer as consequências, boas ou más, afinal é só a minha opinião.
PS:
Existem algumas teorias que me dão razão.
A Dna Clara, é claro
, virou gema ou será escura ou será …