Artigos de março de 2008
As emoções do dia a dia
Ontem me emocionei.
As lágrimas cairam dos meus olhos e rolaram pelo rosto onde foram discretamente secadas. Chorei.
Já mencionei, anteriormente, que trabalho numa grande empresa varejista que tem mais de oitenta filiais distribuídas pelo Rio Grande do Sul. Exerço minhas atividades numa das oitenta filiais, no cargo de gerente. Minha principal função é manter os dez colaboradores desta filial motivados. Trabalhamos com vendas e o fator primordial para efetuar vendas e fechar metas é a união do grupo e sua constante motivação.
A empresa é familiar, mas é dirigida profissionalmente e dá aos seus colaboradores inúmeras oportunidades de crescimento. Todos os anos acontece um concurso interno onde são selecionados vinte, para através de treinamentos, reuniões para estudos , conhecimentos na própria empresa, ocupar um cargo de gerenciamento, de liderança (já passei por isso).
Pela manhã em mais uma reunião de trabalho, já focando o próximo mês, discutimos os assuntos pertinentes e quase ao final solicitei que a Ana Paula nos falasse sobre a sua aprovação no acima citado concurso.
“Estar entre os vinte, ser uma de tantos que tentaram, é algo indescritível. É um privilégio. É uma ascensão profissional e financeira que se consegue com muito trabalho e dedicação”.
A menina chorou e contagiou a todos. Para nós, que lideramos um grupo pequeno e deste grupo um se destaca e é selecionado para o treinamento, é gratificante.
Chorei. Chorei de orgulho por poder contribuir ainda que minimamente neste processo.
Agora, bem, agora vou em busca de outras lágrimas, pois daqui a um ano o processo se renovará e nosso trabalho será árduo se quisermos contribuir novamente na formação do próximo grupo.
Parabéns Ana Paula.
Acabou o Big Brother 2008
E agora Josés?
O Big brother acabou.O fulano saiu. A beltrana chorou. O ciclano ficou.
E agora Josés?
Quem ganhou quem perdeu não importa. É irrelevante.
Escrevi sobre o Big Brother quando do primeiro episódio desta edição em 12/01/2008 e hoje pouco antes do episódio final estou revendo alguns conceitos que emiti lá e nos comentários em alguns outros blogs como o do Marcus.
Meus colegas, meus familiares, meus vizinhos, o frentista do posto, o dono da quitanda, o pai da Michele, que não atirou no Bial quando decretou a saída do Marcos só porque não tinha arma, os conhecidos, os desconhecidos, todos, ou quase todos, assistem, emocionam-se, discutem, dão palpites, choram, torcem, decepcionam-se, votam e já estão na expectativa do Big Brother 2009.
Se há esse envolvimento, se milhares e milhares de pessoas deliciam-se com as cenas deste “reality show”, quem sou eu para remar contra a maré, quem sou eu para emitir conceitos definitivos sobre algo que não é definitivo.
O povo necessita do circo. O povo precisa sonhar, fantasiar. O povo exige aquele “Q” de qualidade que só alguns Meios de Comunicação conseguem dar.
Big Brother, novelas, futebol, filmes, notícias, toda a programação é dirigida, cabe a nós extrair, do que é exibido, aquilo que nos interessa e que possa produzir em nós os efeitos positivos que esperamos.
Se formos mais realistas do que o rei (já ouvi isto em algum lugar) e não fantasiarmos, nossa razão prevalecerá sobre a emoção e o azul, o laranja, o verde tornar-se-ão somente mais uma mancha num papel ou quadro qualquer.
Que venha o próximo milhão.
A cachaça de cada um
Não gosto muito de aderir a blogagens coletivas porque penso que todos blogueiam melhor do que eu, mas como esta não é nenhuma competição resolvi aderir, ainda mais que foi idealizada pelo Rayol do Jus Indignatus.
Poderia escrever sobre a história e a origem da cachaça, mas isto já tem aqui, poderia falar sobre os porres homéricos que todos tomamos, poderia falar sobre os benefícios e ou malefícios da branquinha marvada, mas vou tentar escrever algo sobre a cachaça de cada um, metaforicamente.
A cachaça de Deus foi criar o mundo e mesmo depois de tanto tempo ficar observando o que fazemos com ele;
A cachaça de Jesus era fazer milagres. Não podia ver um necessitado, um faminto ou o vinho terminar que logo transformava água em vinho, multiplicava pães e peixes, fazia paralíticos andar;
A cachaça dos cientistas é provar que tudo isto é mentira. Ainda estão tentando;
A cachaça do Hitler era a purificação da raça, apesar de usar meios que não justificavam os fins.
Para não ficar tão distante e trazendo o enfoque para os dias de hoje, tem a cachaça dos presidentes dos EUA (hoje o Bush) que teimam em interferir em todos os outros países;
A cachaça do Hugo Chaves é fomentar a discórdia entre os países das Américas;
A cachaça do presidente do Brasil, Lula, é descobrir entre os seus companheiros alguém que possa substituí-lo na presidência, já que não pode se reeleger;
A cachaça dos grandes meios de comunicação é, de um lado, criticar o governo perante seus leitores, ouvintes ou telespectadores e , de outro, fazer acordos escusos que mantenham o estatus de ambos. “Mais circo e menos pão ao povo.”
Tem a cachaça dos políticos, dos empresários, dos homens, das mulheres. Todos temos a nossa cachaça. Uns a utilizam ao extremo e embriagados não conseguem ver o que se passa fora deste barril que a fermenta, outros sabem utilizá-la de forma racional e fazer com que esta obsessão produza frutos
. Tem os que não tem a sua cachaça, mantendo-se alheios, neutros, apenas seguindo a boiada;
E tem a nossa cachaça.
A minha, a do Rayol, a da Letícia, a da Loba, a da Acqua, a da Paula, a de tantos outros blogueiros que postam seus artigos e manifestam suas idéias e postam seus artigos e manifestam suas idéias e transformam seus blogs numa verdadeira cachaça e cujo vício jamais, dependendo de mim, será abandonado…
No máximo vamos construir um grande alambique.
O outono e sua influência
As folhas estão a cair.No clima já se notam mudanças substanciais. É o outono que chegou às 2h48 deste 20 de março.
Percebo que ano após ano as estações não são mais as mesmas, uma se mistura e se confunde com a outra. As vezes num mesmo dia temos frio, chuva, sol escaldante, brisa primaveril e um céu gris que nos faz esmorecer.
Mas é outono.
Os pensamentos divagam e dentro de nós as folhas secas também caem e em movimentos metafóricos se preparam para enfrentar, logo adiante, um forte e intempestivo inverno.
A mente, internamente, prepara o corpo que, externamente, responde com adequações ao meio.
Os sentimentos se confundem e como no clima, são afetados ora pelo frio, ora pelo calor e muitas vezes um sorriso, um gesto, uma palavra dita ou ouvida muda tudo, podendo levar à chuvas e trovoadas ou ao balé de um beija-flor que rouba o nectar das flores mais belas e cheirosas.
Diminuir os picos entre o mínimo e o máximo e buscar o equilibrio é a nossa função.
Deixemos as folhas despencarem, suavemente, dos galhos , sintamos os efeitos das temperaturas baixas, chuvas molhadas e ventos cortantes em forma de tempestades que as vezes tornam se furacões ou leves brisas dependendo da nossa sensibilidade e interpretação.


O lixo está tomando conta das cidades
Ou nós acabamos com o lixo ou o lixo acabará com nós.
As grandes, as pequenas, as médias, todas as cidades estão entusiasticamente produzindo lixo. É lixo de todos os estilos, tem o lixo ligth, tem o lixo pesado, tem o lixo selecionado e tem o lixo organizadamente misturado.
Fico
puto da vidairritado quando vejo papéis, latinhas, cigarros e todos os tipos de objeto (as vezes não identificados) voarem dos automóveis em movimento.Outro dia parei o meu carro na padaria para comprar aquele pão de centeio, de soja, sete grãos, quando deparei-me com outro carro estacionado à minha frente, a moça ao volante degustava um pastel ou algum salgado e no banco traseiro sentado estava seu filho, que também comia algo. Refeição acabada, guardanapos brancos devidamente amassados e jogados janela a fora sobre o asfalto preto.
Mas que lixeira é esta?
Pior que o constrangimento foi meu, pois desci do carro, juntei os papéis coloquei-os na lata de lixo que tinha em frente a padaria e recebi aquele olhar de despreso da moça poluidora.
Aqui em casa procuramos ser o mais “ecologicamente corretos” possível. Já temos um saco para recolhimento do lixo dentro do nosso carro a muitos anos, muito antes de haver campanhas para este fim, pois isto é questão de consciência de cada um e procuramos, assim, educar os nossos filhos que esperamos que eduquem, assim, os seus se algum dia os tiverem.
Colocar o lixo no lixo é uma necessidade primária. Abandonar o lixo em vias públicas afeta os lençóis freáticos, entope bueiros provocando as enchentes que toda hora vemos nas coberturas sensacionalistas da TV.
Ou nós acabamos com o lixo ou o lixo acaba com nós.
Que cada um faça a sua parte e contribua com a seleção e separação do lixo, para que possa ser reciclado danificando o menos possível o meio ambiente.
Estou tentando fazer a minha.