O lixo está tomando conta das cidades
Ou nós acabamos com o lixo ou o lixo acabará com nós.
As grandes, as pequenas, as médias, todas as cidades estão entusiasticamente produzindo lixo. É lixo de todos os estilos, tem o lixo ligth, tem o lixo pesado, tem o lixo selecionado e tem o lixo organizadamente misturado.
Fico puto da vida irritado quando vejo papéis, latinhas, cigarros e todos os tipos de objeto (as vezes não identificados) voarem dos automóveis em movimento.
Outro dia parei o meu carro na padaria para comprar aquele pão de centeio, de soja, sete grãos, quando deparei-me com outro carro estacionado à minha frente, a moça ao volante degustava um pastel ou algum salgado e no banco traseiro sentado estava seu filho, que também comia algo. Refeição acabada, guardanapos brancos devidamente amassados e jogados janela a fora sobre o asfalto preto.
Mas que lixeira é esta?
Pior que o constrangimento foi meu, pois desci do carro, juntei os papéis coloquei-os na lata de lixo que tinha em frente a padaria e recebi aquele olhar de despreso da moça poluidora.
Aqui em casa procuramos ser o mais “ecologicamente corretos” possível. Já temos um saco para recolhimento do lixo dentro do nosso carro a muitos anos, muito antes de haver campanhas para este fim, pois isto é questão de consciência de cada um e procuramos, assim, educar os nossos filhos que esperamos que eduquem, assim, os seus se algum dia os tiverem.
Colocar o lixo no lixo é uma necessidade primária. Abandonar o lixo em vias públicas afeta os lençóis freáticos, entope bueiros provocando as enchentes que toda hora vemos nas coberturas sensacionalistas da TV.
Ou nós acabamos com o lixo ou o lixo acaba com nós.
Que cada um faça a sua parte e contribua com a seleção e separação do lixo, para que possa ser reciclado danificando o menos possível o meio ambiente.
Estou tentando fazer a minha.