A guerra está declarada.
O que até a pouco tempo eram números em uma estatística feita empiricamente por um instituto qualquer, passou a tomar proporções tão gigantescas que os termos “acidente de automóvel”, “mortes acidentais” entraram para o vocabulário
dos brasileiros como algo comum, normal, do cotidiano, como pão, água, luz, bom dia, boa tarde etc.
Proibir a venda de bebidas
alcoólicas em estradas federais, limitar as velocidades máximas, instruir os futuros motoristas de todas as regras e leis existentes são alguns procedimentos adotados pelas instituições para ter bons motoristas e um trânsito pacífico.
Será que os acidentes
podem ser controlados por algumas medidas impostas aos motoristas que não compram bebidas nas BRs (mas bebem), dirigem nos limites sinalizados ou onde tenham radares e fazem de tudo para andar na lei e assim conseguir a carteira de motorista para dirigir, ou será que a concientização deve partir de casa, da escola, do trabalho, de cada um?
É só pegar o carro
e atravessar o bairro, a cidade e ver que a imprudência impera. Estacionamento em lugares proibidos, excesso de velocidade, semáfaros não respeitados, ultrapassagens arriscadas; nas rodovias e/ou auto-estradas, buracos e mais buracos, mal sinalizadas, sempre em reforma: os veículos voam, os caminhões aproveitam-se do seu tamanho, as ultrapassagens, as bebidas…
Todos somos anjinhos
.
Não corremos, não bebemos, não ultrapassamos em locais proibidos, não oferecemos nem aceitamos propina para nos livrar de multa etc.
A culpa é sempre do outro. Foi ele que nos cortou a frente, nos ofuscou com a luz alta, nos isso, nos aquilo.
Sugiro, então, que nos acostumemos com esta matança desenfreada e fiquemos felizes e eufóricos pois contribuindo com este caos
estaremos contribuindo para a diminuição da densidade demográfica do país, do mundo e consequentemente contribuindo para que menos gente morra de frio e de inanição.
Claro
, a maioria já morreu no trânsito, assassinando ou assassinado.
Esta é a nossa guerra. Lutemos pela paz.