Fumar ou não fumar, cuidado com o seu pulmão

No Blog do Bender li um artigo sobre fumar em lugar fechado e lembrei-me de um fato que se passou comigo.

Meu pai fumava direto, cresci entre pacotes e pacotes de cigarros que ele guardava em casa, nas gavetas, nos armários, mas nunca, nunca pus um cigarro na boca (alguns amigos até me recriminavam por isto, na época).

Nunca fumei.

Vai que, passados alguns anos, já casado, fomos proprietários de uma pizzaria onde trabalhávamos direto com clientes fumantes ou não. Continuava não fumando, mas ali, no meio de todos eles, aspirando a fumaça dia após dia, enchi os meus pulmões indiretamente, pois fazendo um exame de rotina o médico não acreditou quando disse que não fumava visto que a aparência do pulmão era de fumante.

Hoje arrependo-me (será?) de não ter fumado, pois conforme o médico, levará algum tempo para limpar os pulmões e talvez eu tenha perdido,  segundo relatos de muitos fumantes,   o prazer inenarrável do fumar.

A aprovação do presidente Lula

Quando um aprova, tudo bem, quando dois , três, quatro, cinqüenta aprovam, pode ser coincidência. mas quando 66,8% dos entrevistados em uma pesquisa CNT/Sensus aprovam o desempenho pessoal do presidente Lula frente ao seu governo há de se
dar algum crédito.

Lógico que não são todos que concordam, como por exemplo a Magui, mas pela minha experiência posso assegurar que nenhum governante tem unanimidade. Uns são mais aceitos pela grande mídia, vide Collor de Melo que era um caçador de Marajás e depois, bem depois todos sabem. Outros apoderam-se de meios ( emissoras de rádio, de televisão, jornais) para influenciar determinadas regiões.

No governo Lula tem se a impressão que só tem falcatrua, só tem corrupção, só tem isso, só tem aquilo, mas isto sempre existiu, claro que divulgava-se somente o que era do interesse de determinados grupos, e, hoje com os meios de comunicação tão dinâmicos, não se tem mais como varrer as coisas para debaixo do tapete e, pelo que se vê, não se quer.

Longe de mim em dizer que é um governo maravilhoso, pois discordo de muitas coisas, mas a aprovação conseguida é dada pelo povo que recebe um pouco de atenção com programas que lhe beneficia.

A riqueza, o acesso a melhor educação, os melhores empregos estão cada vez mais concentrados nas mãos de poucos e este é o maior problema deste Brasil. E é pelas atitudes que o governo Lula toma em relação a estes fatos que, hoje, também aprovo, como uma boa parte dos brasileiros, este governo.

Cardápio de Domingo - Almoço na casa da avó

Tenho saudades daqueles domingos de minha infância em que aguardávamos ansiosos a chegada do dia para almoçar na casa da nossa avó.

Era uma época em que a felicidade batia à nossa porta (não se precisava correr tanto atrás) e não fazíamos cálculos das calorias[bb] ingeridas nem nos preocupávamos em emagrecer ou cuidar do tipo de alimentos que se ingeria pois ainda não se usavam tantos agro-tóxicos nem tantos e variados conservantes.

Hoje muitas vezes tentamos reprisar aquelas domingueiras (e até que as vezes conseguimos) cujos pratos[bb] eram mais ou menos estes:

  • Batata Frita - Não era palito. Ela cortava as batatas em forma triangular.Descasca-se a batata, corta-se ao meio no sentido mais comprido e depois, ainda no mesmo sentido, corta-se mais duas ou três vezes e depois uma ou duas vezes no outro sentido (na teoria parece difícil mas na prática é bem fácil). Fritava-se em banha de porco de produção própria, bem quente.Hoje fazemos em azeite mesmo. O segredo: salgar a batata antes de fritar. As quantidades variam de acordo com a vontade de comer, na 3ª ou 4ª vez já se acerta.
  • Massa Caseira - Claro[bb] que era a vó que amassava a massa, com aqueles ovos de galinha[bb] caipira cujas gemas de tão amarelas deixavam a massa com uma bela cor. Nós também fazemos a massa, mas os ovos são bem pálidos o que tira um pouco o brilho. Em média usa-se um ovo por pessoa. Só ovo e farinha.
  • Assado de porco - Era numa panela de ferro, não, duas, as vezes três (quanto mais netos mais panelas). A carne mais indicada é o pernil de porco, pois tem um osso pequeno e ao final do cozimento a carne fica mais suculenta, mas pode ser usada lombinho, garrê ou qualquer pedaço a gosto.

Minha avó fazia no fogão[bb] a lenha onde controlava a chama e assava a carne aos poucos, sem pressa, acrescentando água quente para não queimar e virando a carne quando necessário, mas é possível fazer no fogão a gás ou elétrico sem problemas e até no forno colocando em uma forma, cobrindo com papel alumínio, mas aí não será mais o assado da minha avó.

As saladas sempre deixo por conta de cada um, pois salada nunca é demais e quanto mais variado melhor.

Resumindo, era uma refeição digna de rei.

Massa cozida, batatão frito, assado de porco, salada e aquela disputa para ser servido em primeiro lugar e ter sorte de conseguir repetir pois a comida era muito boa.

Já estou com água na boca mas preciso falar do refrigerante que tomávamos, caseiro, chamado “zangari”, uma mistura de vinho[bb] suave (uma parte) com água (cinco partes) e açúcar que fazia a cabeça da molecada.

Saudades do almoço e da minha avó Olinda.

A solução está na Antártida

Assim não dá.

Estamos só em fevereiro/2008, no início do século XXI e já na iminência de solucionar todos os problemas do Brasil e, talvez, por osmose, os problemas do mundo.

Inflação. corrupção, maus políticos, má administração pública, CPI dos Cartóes Corporativos, mensalão, apagão, desemprego, conchavos para as eleições de outubro, recessão nos EUA, eleição de Barak Obama, o desmatamento da amazônia, a camada de ozônio, o pouco lucro dos bancos[bb] privados e tudo mais que vier a mente inclua-se nesta pequena lista.

É que sexta feira 16/02 nosso presidente Lula (que é responsabilizado por tudo) viajará à Antártida acompanhado do ministro da defesa Jobim, do ministro de Ciências e Tecnologia Rezende e do ministro de Comunicação Social Franklin Martins, além de comitiva, para uma visita a base brasileira lá instalada, retornando no domingo[bb] 18/02 se as condições do tempo assim o permitirem. (Com forte possibilidade de ficar preso, ilhado, pois há muitas mudanças climáticas)

E se não permitirem, poderão permanecer por lá, criar um novo estado, zerar os problemas e começar tudo de novo, inclusive negociar com o presidente Bush, o presidente Sarkosy. com Evo Morales, com Fidel, com Hugo Chaves e com quem tiver interesse nesta nova tecnologia[bb] estilo avestruz.

Estes “líderes” ficariam exilados e de sua maravilhosas cabeças pensantes nunca mais sairiam idéias[bb] que prejudicassem o andamento normal das questões mundiais.

Eu não disse que tudo estava, praticamente, solucionado?

A guerra no trânsito e suas mortes acidentais

A guerra está declarada.

O que até a pouco tempo eram números em uma estatística feita empiricamente por um instituto qualquer, passou a tomar proporções tão gigantescas que os termos “acidente de automóvel”, “mortes acidentais” entraram para o vocabulário[bb] dos brasileiros como algo comum, normal, do cotidiano, como pão, água, luz, bom dia, boa tarde etc.

Proibir a venda de bebidas[bb] alcoólicas em estradas federais, limitar as velocidades máximas, instruir os futuros motoristas de todas as regras e leis existentes são alguns procedimentos adotados pelas instituições para ter bons motoristas e um trânsito pacífico.

Será que os acidentes[bb] podem ser controlados por algumas medidas impostas aos motoristas que não compram bebidas nas BRs (mas bebem), dirigem nos limites sinalizados ou onde tenham radares e fazem de tudo para andar na lei e assim conseguir a carteira de motorista para dirigir, ou será que a concientização deve partir de casa, da escola, do trabalho, de cada um?

É só pegar o carro[bb] e atravessar o bairro, a cidade e ver que a imprudência impera. Estacionamento em lugares proibidos, excesso de velocidade, semáfaros não respeitados, ultrapassagens arriscadas; nas rodovias e/ou auto-estradas, buracos e mais buracos, mal sinalizadas, sempre em reforma: os veículos voam, os caminhões aproveitam-se do seu tamanho, as ultrapassagens, as bebidas…

Todos somos anjinhos[bb].

Não corremos, não bebemos, não ultrapassamos em locais proibidos, não oferecemos nem aceitamos propina para nos livrar de multa etc.

A culpa é sempre do outro. Foi ele que nos cortou a frente, nos ofuscou com a luz alta, nos isso, nos aquilo.

Sugiro, então, que nos acostumemos com esta matança desenfreada e fiquemos felizes e eufóricos pois contribuindo com este caos[bb] estaremos contribuindo para a diminuição da densidade demográfica do país, do mundo e consequentemente contribuindo para que menos gente morra de frio e de inanição.

Claro[bb], a maioria já morreu no trânsito, assassinando ou assassinado.

Esta é a nossa guerra. Lutemos pela paz.

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