Artigos de fevereiro de 2008

29 de fevereiro de 2008

Dia internacional da mulher – sou contra

Vou falar hoje, não vou esperar até 8 de março:

Sou contra o dia internacional da mulher.

Porque estabelecer um dia especial para as mulheres se o mesmo não é feito para os homens? Não se trata de machismo ou anti-feminismo, trata-se de igualdade de direitos como a muito é reinvindicado por todos.

A mulher é especial. Comparando com o homem, ela é mais sensível, é mais amiga, é mais amante, é mais honesta, é mais meticulosa, é mais batalhadora, é mais companheira, é mais confiável, é mais calma, é mais perspicaz, é mais objetiva, é mais lúcida, é mais otimista, é mais feliz, é mais coerente, é mais expressiva, é mais inteligente, é mais sentimental, é mais forte do que ele, mas mesmo assim, sou contra.

Sou contra porque desde sempre considerei a mulher como algo impressindível na sociedade em geral e tem um papel importantíssimo na engrenagem do dia a dia em todos os segmentos. Sou contra porque um dia só é pouco e não adianta fazer todas as homenagens em um dia e nos demais estuprá-las, escravizá-las sexualmente, agredí-las e engravidá-las em meio a um porre e outro.

Vamos amar as mulheres e deixar que elas nos amem. Vamos compreendê-las e fazer com que nos compreendam. Vamos andar lado a lado, pois assim alcançaremos com mais segurança os nossos objetivos.

Sejamos sensíveis e junto com a sensibilidade delas construamos um mundo mais humano, sem reeditar preconceitos que escravizam a todos.

Sou contra o dia internacional da mulher, mas infinitamente a favor delas.

PS: Dedico este artigo a minha esposa e às minhas duas filhas.

 

27 de fevereiro de 2008

O silêncio acabou

O som estridente e sistemático das batidas de um martelo sobre um ferro que penetra e solta o concreto do andar de cima está começando a me irritar.

É um barulho que desperta em mim a curiosidade sobre os sons do ambiente.

Sentado numa sala refrigerada e em silêncio, percebo o som do ar gelado impulsionado por um condicionador. Na sala ao lado um diálogo entre mulheres confunde-se com um filme que passava na televisão. No corredor passos. Passos apressados que vão e vem, de mulher que usa tênis. Uma das mulheres, do diálogo, se despede e interrompe a conversa caminhando a passos largos sobre uma sandália de salto alto. Outro som, de passos firmes e objetivos, batendo fortemente sobre o piso, identificando o seu dono. A senhora da limpeza acaba de passar, arrastando o saco e recolhendo o lixo. Alguém, em uma sala a frente, está usando uma mangueira de pressão sobre os equipamentos e o pó do corredor. O telefone toca. Alguns alôs até se saber para quem era. As conversas se seguem até o fundo do corredor onde ouço somente um murmúrio. Alguém estressado levanta a voz.

As batidas do martelo continuam, agora acompanhado de outro e outro, multiplicam o som que provoca enxaquecas. Da janela vejo o vôo rasante de um pássaro que pela pressa não consigo identificar. O telefone toca novamente. Alguém faz uma batucada sobre o balcão. As conversas nunca acabam.

Os sons se confundem e de forma harmoniosa estabelecem esta sinfonia, que interrompo com a nítida intenção de me preservar. Saio da sala em disparada fugindo do som que me persegue, agora não externa mas internamente e teima em não me abandonar.

Fujo, mas para onde eu vou os sons se renovam, as batidas se modificam e a percepção é igual.

Não existe mais silêncio, nem na imaginação!

25 de fevereiro de 2008

Ronaldo “Fenômeno” – Pare de jogar

Todos deveríamos saber a hora certa de parar, a excessão das crianças que não conseguem aceitar um “vamos parar”, “terminou a brincadeira”, nós deveríamos saber a hora certa de parar.

Parar de chorar, parar de falar, parar de trabalhar, parar de escrever, parar de correr, parar de fumar, parar de beber, parar de se drogar, parar de criar intrigas, parar de se omitir, parar de dar esmolas, parar de descansar, parar de estudar, parar de odiar, parar de se achar melhor do que os outros, parar, parar e parar.

Todo este parágrafo somente para fazer um apelo ao Ronaldo “Fenômeno”:

Pare de jogar futebol!

Parar é preciso pois os joelhos já não são mais os mesmos, lembro-me quando ele foi negociado pelo Cruzeiro – MG, era franzino e poucos meses depois, na Europa, via-se que adquiriu uma massa muscular que aos poucos foi aumentando e, até leigo notava que a estrutura óssea não suportaria.

Está na hora de parar, se aposentar, para que guardemos em nossa memória a lembrança das boas jogadas e dos lindos gols que o Ronaldo fez.

Atenda o apelo deste e de muitos torcedores:

Pare de jogar futebol, Ronaldo!

22 de fevereiro de 2008

Cardápio de domingo – Frango a espanhola ou Comida “ruim”

Tem coisas que nem experimentamos e já vamos dizendo que não é bom, que não gostamos, que isto e que aquilo, é o caso deste prato que aprendi com meu irmão Luís e que é a base de coxas de frango.

Toda vez que o fazíamos éramos obrigados a fazer algo à parte para nossa filha Camila que não podia nem sentir o cheiro (muito bom) da comida que já reclamava dizendo:

-Vai ter “Comida ruim” hoje!

Lá íamos nós preparar uma pizza, fazer um purê ou algo que tivéssemos à mão.

É um prato excelente para qualquer ocasião, almoço ou jantar, mas mais recomendado para o inverno ou um dia frio, acompanhado de um bom vinho.

Quem acompanha meus artigos sabe que não gosto de determinar as quantidades exatas pois cada indivíduo que faça as suas experiências culinárias e estabeleça as suas quantidades.

Originalmente fazíamos em uma panela de ferro (pode ser de alumínio) no fogão, posteriormente, devido as adaptações/experimentos do meu filho Felipe (um ótimo cozinheiro), começamos a fazer numa forma refratária, no forno elétrico ou à gás, quantidades menores para menos gente.

Forra-se o fundo da panela com as coxas de frango já temperadas, a seguir as batatas descascadas, já salgadas e cortadas no máximo uma vez ao meio, não podem ser muito pequenas. Próxima camada – cebolas a vontade, descascadas e picadas, a seguir uma camada de tomates picados (eu gosto de muito tomate) e outra de cenouras cortadas em rodelas. Agora o improviso: couve-flor ou brócolis ou espinafre ou repolho ou o que tiver na geladeira e combinar com os outros ingredientes, e, o “Gran Finale”, uma camada de lingüiça calabresa cortada em rodelas finas e pimentão verde ou vermelho picado.

É bom que a panela esteja bem cheia, coloca-se a tampa e um peso sobre ela para que o vapor não fuja, pois o cozimento se dará no vapor. A forma, no forno, deve ser coberta por papel alumínio. NÃO SE ACRESCENTA ÁGUA NEM ÓLEO. O tempo de cozimento é de mais ou menos uma hora e meia, usando fogo baixo no fogão ou então uma hora no forno.

Agora só falta descrever o aroma desta comida maravilhosa. Não, isto vocês só vão sentir quando a fizerem e aí então poderão descrevê-lo e me ajudar a entender como alguém pode achar esta comida ruim, mesmo porque quem era contra agora exige a toda hora que se faça a receita.

20 de fevereiro de 2008

Organizando a vida financeira

Todos os dias constatamos as dificuldades que temos em gerenciar o lado financeiro de nossas vidas. Quando percebemos o dinheiro acabou e ainda faltam dias para acabar o mês e muitas vezes não sabemos o que fazer.

Sempre preocupei-me em organizar minhas contas pessoais e também da empresa que um dia tive (iniciei inclusive uma faculdade de Ciências Contábeis) mas minhas preocupações seriam menores se desde cedo pudesse contar com as dicas quentes que lemos quase que diariamente no Efetividade.net.

Agora, pesquisando do Google, encontrei um site que nos dá a ajuda fundamental no gerenciamento, trata-se do Paguei.com.br que se auto intitula “organizador financeiro totalmente gratuito na Web”, tá bom, é um serviço da SiGA SW, empresa do Felipe que cuida da parte técnica do blog, além de ser meu filho.

Já estou a usá-lo e percebo que facilita muito os controles que para mim se fazem necessários.

Como não sou egoísta, taí o link para facilitar o serviço de quem possa interessar-se.

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