Férias merecidas parte 2

A viagem a Imbituba começou, é terça-feira, são 9:05 h.

Saímos de Teutônia e fomos via Caxias do Sul (pela serra), almoçamos em São Marcos, na Vinícola Sinuelo (muito bom e preço acessível, além de ter descoberto que já se faz suco de uvas brancas).

Quem conhece pode pensar que é loucura, ir para Imbituba que fica no litoral catarinense (a 90 km ao sul de Florianópolis), atravessando a serra (da uva) gaúcha fazendo uma volta e tanto.

Explico:

Em SC tem a Serra do Rio do Rastro que é uma beleza (ver próximo artigo) e com a intenção de descer a serra, subimos subimos e fomos parar em São Joaquim que é considerado o lugar mais frio do Brasil e amanhã (quarta-feira) desceremos até as praias (o calor nos espera).

Aqui em São Joaquim, hoje pela manhã, a temperatura atingiu 9,6°C (não será este o clima perfeito?) ainda bem que não estivemos aqui, pois agora o frio continua (16° e baixando). Estamos batendo pernas no centro da cidade a procura de comida, um lanche, um pãozinho, uma pizza, um café.

Não sei se é por ser fora de época, mas não encontramos nada, tem uma pizzaria que ainda não abriu e uma lanchonete que não nos agradou. Tivemos que voltar à Rodovia SC 438, no sentido de Lages, por indicação da Sra. dona da Pousada Monte Carlo na qual nos hospedamos (que tinha um ambiente bastante familiar), onde encontramos uma boa padaria com lancheria.

Quanto a cidade, pareceu-nos um pouco abandonada, muito lixo jogado, muitas calçadas com defeitos, as ruas secundárias esburacadas, sem falar da alimentação que não encontramos. Talvez tenhamos criado uma expectativa muito grande por ser um dos maiores pontos turísticos de SC.

Mas vamos deixar as constatações não tão agradáveis para lá e curtir este friozinho que já está em 11°C e daqui a pouco, logo pela manhã, pegar novamente a estrada e ver de perto esta descida da serra que… bem isto é assunto para o próximo artigo.

PS: Este artigo foi escrito ontem e pude só publicá-lo hoje por dificuldades de acesso a internet.

Férias merecidas (sempre são)

Tem coisa melhor que férias? Tem!!!

Tiro férias em duas partes, anualmente, 20 dias no verão e 10 dias no inverno (empresa boa é isso).

Já estou no sexto dia e amanhã rumaremos, de mala e cuia, até Imbituba/SC onde ficaremos hospedados num Hotel devidamente reservado via SESC/R.

(Esta é uma vantagem que os comerciários (meu caso) têm: Poder usufruir de uma ampla rede de hotéis e até hotéis próprios do Sesc, fazer todas as reservas direto com eles e pagar a vista ou em até 10 vezes sem acréscimo nenhum, chegar no hotel reservado e se deliciar com todas as mordomias inerentes.)

Escolhemos Imbituba porque está localizada ao sul do estado de Santa Catarina e é vizinha de belas praias como a Praia do Rosa, da Vila, Baleia Franca, Garopaba entre outras.

Quero, nos próximos dez dias, esquecer os problemas com o trabalho, o stress diário e deliciar-me com a gastronomia (algumas cevas), as areias, o mar, as ilhas e dunas catarinas, e a companhia da esposa, do filho, da Bina e do Deni.

Evidentemente que as caminhadas diárias não serão esquecidas e a leitura será posta em dia, além das pesquisas sobre os locais visitados para contar sob forma de artigos posteriormente.

Melhor que férias - só outras férias…

O carnaval da Febre amarela

O carnaval e a febre amarela estão em todas as rodas. Não se fala em outra coisa. Talvez tenhamos uma Escola de Samba que use de enredo a Febre Amarela.

Os órgão oficiais dão conta de que não existe uma epidemia, enquanto que a população das áreas mais atingidas (Matas da região norte e centro-oeste, Maranhão e Minas Gerais) correm em busca da vacinação.

Os grandes centros urbanos estão. em tese, livres pois existe uma grande barreira sanitária que consegue bloquear a entrada do mosquito transmissor.

Já ocorreram oito mortes (dados oficiais) e talvez aumente ainda mais esta estatística apesar de que por exemplo os acidentes de carros estão a matar em maior número.

A questão é:

Porque é dada tanta mídia a um determinado acontecimento cuja relevância é igual ou menor a outros fatos? Os casos ocorridos são “localizados” e a proliferação da febre está sob controle, mas também precisamos colaborar vacinando-nos com antecendência se viajarmos para as áreas de risco.

Não sou a favor deste ou daquele governo, a favor deste ou daquele ministério, mas fazer um Carnaval (em pleno carnaval) em cima de uma Febre amarela só para tirar proveito, é a meu ver deplorável, pequeno e mesquinho.

O sonho da chuva

Tudo está preparado.

As nuvens outrora claras e leves,

agora escuras e pesadas.

Os primeiros pingos caem.

Não há mais ninguém no paralelepípedo,

a não ser eu.

Eu que quero sentir de perto,

que quero conhecer a chuva no seu íntimo.

Sinto tudo vazio,

sinto me leve,

tenho vontade de voar.

Parece que estou drogado,

ou será que estou hipnotizado.

Nada vejo, mas sinto

que existe somente eu e a chuva.

Chuva em pingos passageiros

que passam e deixam meus cabelos molhados,

meu corpo encharcado.

Saio correndo para fugir

mas fugir de que

se não vejo nada.

Vejo sim.

Vejo meu sonho acabar,

mas estou feliz.

Feliz porque molhei o cérebro,

o cerébro ficou limpo

e agora está chovendo.

Chovendo no meu interior.

Sinto tudo molhado.

Molhado e acabado…

Lentes. Lentes para ver melhor

Hoje voltamos ao oftalmo.

O médico receitou-me óculos com grau maior (os olhos precisam ver melhor). Minha esposa colocou lentes, se deu muito bem (não sabia que se podia pôr em um olho a lente para perto e em outro para longe) e fez propaganda, convencendo-me a usar (também tem o preço da lente que é bem menor que óculos multi-focais). Dá um pouco de trabalho mas quase nenhum inconveniente e pelo que estou enxergando melhor atrevo-me a receitar (sem ser charlatão) lentes de contato para o Brasil.

Lentes para ver porque reeditamos a febre amarela;

Lentes para ver porque o Copon não baixa os juros;

Lentes para ver porque o ministro Mântega insiste em dizer que vamos crescer em 2008 se nos EUA a recessão é iminente;

Lentes para ver o governo do Brasil negando o risco de apagão da energia;

Lentes para ver porque no Brasil, na pretensão de alguns, a vida imita a arte;

Lentes para ver porque na época da maior festa do Brasil, o Carnaval, não é feriado nacional apesar de que tudo, até os bancos, param;

Lentes para abrir os olhos dos políticos, dos governantes, dos poderosos deste Brasil que tem a obrigação de aumentar a transparência de seus atos, ou então aumentar o grau das lentes que usaremos neste ano de eleições para que não sejam necessárias cirurgias mais drásticas depois.

Clicky Web Analytics