A procura do clima perfeito

Ando a procura do clima perfeito.

É só novembro e já está este calor senegalês. Não gosto do calor aqui do sul. É um calor que começa de manhã cedo e só termina quando a noite já foi dormir.

Já se acorda mal humorado (apesar do condicionador de ar) e para enfrentar o dia só com muita boa vontade.

Frio de Julho

Saudades de julho (veja a foto) com aquele friozinho que é aconchegante. O frio que convida para um churrasco, para uma lazanha, acompanhados de um bom vinho. Saudades de um chocolate-quente. O frio que nos leva a usar casacões, blusões de lã. O frio que deixa os casais mais próximos. O frio que muitas vezes é precedido daquela chuva que bate nos telhados emitindo um som indescritível.

Ando a procura do clima perfeito.

Não quero este calor todo (e mormacento) nem precisa ser tão frio.

Eu só quero um clima perfeito!

Pode ser uma temperatura constante de 15 graus celcius, uma chuva de quando em vez, uma sensação térmica que permita usar somente um agasalho, um churrasco, uma lasanha, um bom vinho.

Não ando só a procura de um clima perfeito…

O racismo e a consciência da sociedade

Hoje, 20 de novembro, é o dia da consciência negra.

Temos necessidade de criar “dias” para homenagear, lembrar ou dar espaços as ditas minorias?

Sempre fui contra (e continuo sendo) a estas datas que dão-me a impressão que são instituídas somente para dar vantagens e privilégios a quem as instituiu.

Somos um país racista, (aqui no Rio Grande do Sul onde o povo em sua maioria é de origem européia é muito forte o racismo contra os negros) mas não vejo racismo somente na cor da pele. O racismo está enraizado em nossa sociedade e se manifesta de muitas maneiras.

Qualquer pessoa, de qualquer cor, é marginalizada
dentro de determinados grupos da sociedade e só consegue minimizar o efeito que esta marginalização provoca sobre ela, ignorando as suas ações.

Assim como alguns conseguem criar um escudo repelindo, outros aproveitam-se destas ações para levar todas as vantagens que se-lhes apresentam.

O pior racismo é o que se manifesta através de privilégios a quem quer que seja pois são estes privilégios que aumentam a distância entre as classes.

Todo dia deveria ser dia de consciência, mas pelo que vemos Brasil a fora há de ser uma consciência negra, parda, rocha, rosa; consciência política, escolar, jurídica, democrática, religiosa etc.

A sociedade precisa aceitar-se como ela é, porque é através dos seus preconceitos reeditados ano após ano que ela se escraviza, marginalizando irmãos e criando abismos que se tornarão intransponíveis.

Todos temos saudades

Todos temos saudades.

Saudades de amigos, de lugares, de fatos vividos, saudades da infância  (onde se era feliz e não sabia) , saudades de uma viagem inesquecível, saudades de alguém que foi morar longe, saudades de algum prato (que já não se come mais), saudades, saudades, saudades.

Ontem lembrei-me da minha professora da primeira série do então ensino primário que me ensinou o “Be-a-bà”, seu nome Maria, sua postura ditatorial (outros tempos) e uma facilidade de ensinar-nos a ler, escrever, somar e multiplicar que hoje nem se imagina. Os colegas, as professoras das outras séries, a maneira como nos comportávamos, nosso posicionamento sobre os fatos, tudo era diferente.

Se analisarmos hoje a forma de ensino da época poderemos até questionar mas deixou marcas que jamais esquecerei e que lembrarei com saudades.

Porque sentir saudades de um fato que, em virtude da pouca consciência que tínhamos na época, não deveríamos nem lembrar?

Como lembramos destes fatos não sei, talvez a capacidade da nossa memória é bem maior que 1GB, mas se ela não é tão grande, como fazemos a seleção do que queremos ou não lembrar? Como lembramos ou deletamos detalhes de alguns fatos e outros não?

Será que ter saudade de algo que vivemos ou presenciamos tem a ver com a lembrança que ficou gravada no nosso subconsciente?

Muitas são as interrogações. Muitas são as dúvidas. Não bastaria ter saudades? Porque procurar interpretá-la (se é que dá para entender a saudade) em vez de sentí-la e vivê-la sem questioná-la?

Que saudades do 2+2, do “Primeiro Livro do Guri”. Que saudades da professorinha (título de uma música cantada pelo Ataulfo Alves) que diria que o que vale é o que está escrito e ponto final.

A saudade nos traz fatos, nos leva a lugares e nos faz pensar.

A saudade nos mostra alguns caminhos, nos faz ir e nos faz voltar.

Ah saudade…

Já sinto saudades da saudade que não senti.

Todo feriado tem o seu lado bom

Novamente um feriado para parar a economia do país. Bancos, comércio, indústrias, repartições públicas, tudo, tudo parado.

A melhor forma de encarar o feriado é programar bem a véspera.

Na empresa em que trabalho todos os anos é escolhido uma comissão que organiza uma festa (jantar baile) onde comparecem alguns funcionários de todas as filiais espalhadas pelo Rio Grande do Sul. A festa é realizada na cidade sede da empresa e todos convergem até ela. Neste ano de 2007 ela ocorreu neste 14 de novembro.

A festa programada para às 21,00 h inicia-se por um buffet de saladas e pratos variados que sempre agradam aos presentes, seguida de porções de sobremesas e especialmente neste ano, regada por aquele chopinho gelado que deixou todos muito felizes.

Após o jantar tem início a festa propriamente dita, precedida do discurso (rápido) de abertura do diretor presidente da empresa acompanhada dos seus sócios (é uma empresa familiar - pai e filhos), com um som mecânico (dj muito bom) que empolgou aos presentes pois escutava-se música para todos os gostos, anos 60/70, MPB, rock, pagode e até as famosas sertanejas (não faz o meu gênero).

A noite passou rapidamente pois entre um chopp e outro (chopp muito bom pois não causou ressaca), muita dança (não conseguimos parar um minuto - estive muito bem acompanhado pela esposa) e alguns sorteios de brindes ofertados pelos fornecedores da empresa (consegui o meu pelo número 19 destacado do canhoto do ingresso).

Da festa ao hotel (ficamos no hotel porque a sede da empresa fica a 100 km da nossa cidade) e do hotel, perto do meio dia, de volta ao lar.

Quase que direciono este meu post de feriado para o lado negativo, mencionado os efeitos na economia, mas agora que já o concluo e relendo o que já escrevi, sinto-me feliz, pois descorri sobre uma festa anual que nos “desestressa” e nos mostra que nem tudo são espinhos, (festas deste tipo devem ser repetidas mais seguidamente) fazendo com que passasse mais rapidamente este 15 de novembro - dia da Proclamação da Repúbica (proclamação que a história conta a versão… mas isto é assunto para outro dia).

Os problemas mecânicos da nossa Língua portuguesa

Somos brasileiros, mas que língua falamos, escrevemos ou lemos?

Será que a nossa Língua Portuguesa é a que lemos nos livros didáticos, aprendemos nas salas de aula, ouvimos nos discursos dos políticos, lemos nas páginas dos jornais, ouvimos nos programas de rádio e televisão ou será que é a que ouvimos nas ruas, nos bares, no trabalho e até no teatro e cinemas?

Sempre gostei de estudar Português no colégio.

Gostava da interpretação de textos, das análises sintáticas que fazíamos, das redações que éramos obrigados a fazer e até das figuras de linguagem que até hoje procuro usar nos meus escritos ou conversações.

Tive, certa época, um professor que dizia que a língua era feita pelo povo e era do que o povo falava ou escrevia que se formava a verdadeira língua de uma nação.

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Até posso concordar mas quando vejo coisas como estas aí da foto brasil, (enviada por e-mail por um colega) fico a imaginar o que será desta nossa língua daqui a alguns anos.”Fumo, fiquemo, voltemo, peguemo, olhemo, poblema,” são algumas palavras que já se incorporaram ao vocabulário dos brasileiros.

Observem as placas nas ruas, anúncios de empregos, de vende-se, até placas de publicidade, sempre terá algo que nos faça rir ou chorar.

E por fim, se tiverem algum “poblema” mecânico no vosso carro, não o levem a esta “ALFISINA” porque ele poderá retornar com problemas bem maiores (e posso garantir que não serão matemáticos).

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