Artigos de novembro de 2007
A violência e a impunidade caminham lado a lado no Pará
A história é interessante.
Uma menor, culpada ou não, foi presa e encarcerada com mais ou menos 20 homens, na mesma cela, durante 20 dias. O tempo passa, a carne é fraca, a mulher é fraca, os homens se servem. O estupro é evidente. A moça é solta. A mídia toma ciência. A repercução é imediata.
Exames, IML, delegados entrevistados, governadora dando e pedindo explicações.
A cidade – Abaetetuba. O estado – Pará.
Poderia ser a tua cidade, poderia ser o teu estado, poderia ser a tua filha, poderia, poderia, poderia.
Justiça, no mínimo justiça.
Hoje um delegado, na audiência, declarou que “a menina provavelmente tem um distúrbio, deve sofrer de algum mal, pois não declarou que era menor, em nenhum momento disse que era menor…”
O que devemos concluir?
Uma menor, presa por furto, não diz a idade e por isto é presa numa cela com muitos homens.
Será que este delegado disse que era delegado?
Será que não seria melhor a menor voltar para a cela porque aqui fora está bem pior do que lá dentro?
Punição aos (i)responsáveis antes que esta “doença” se alastre por este Brasil a fora e faltem celas para nos refugiarmos.
Cardápio de domingo – Galinhada
Domingos geralmente o almoço é comigo. Gosto de cozinhar e hoje o cardápio foi “galinhada” (arroz c/galinha, galinha c/arroz, como queiram).
Não quero dar dicas sobre como fazer uma boa galinhada, pois cada um tem seu estilo, mas (já dando) hoje a porção era para 04 pessoas – 03 coxas e sobre-coxas cortadas nas articulações e depois novamente no meio dos ossos(minha esposa prefere pedir ao pessoal do açougue para cortá-las), fritar até o ponto, retirar o excesso
de gordura que ficou e juntar cebola, tomates e temperos a gosto.
Enquanto preparamos o molho é importante preparar uma salada para acompanhar, hoje, alface, beterraba e até maionese de batatas, sem esquecer os tomates cerejas – colhidos na própria horta sem agro-tóxicos (cortar os tomates em rodelas – a quantidade desejada – adicionar um pouco de azeite de oliva , sal, vinagre, orégano e queijo parmesão ralado -fica muito bom).
O molho está pronto. Hora de adicionar o arroz (pode ser meia xícara por pessoa) deixar fritar um pouco e ir adicionando água aos poucos, colocar água e mexer em fogo baixo. Quando se percebe que está secando, adicionar novamente água e mexer, adicionar água e mexer até que o arroz esteja no ponto ou al’dente como muitos gostam.
Receita pronta. Agora é só se deliciar. Se ficou bom, ótimo, se não ficou continuem tentando, não acerta-se toda vez que se faz, pois cozinhar não é uma ciência exata, não tem fórmula matemática, é pura experimentação e amor, muitas pitadas de amor (sem link ao famoso tempero).
E eu nem queria dar dicas e agora já estou dando conselhos.
O nosso ficou excelente, podem perguntar ao presentes ou ao Felipe, a Bina, a Patrícia que também ja serviram de cobaias.
A vida de cão dos nossos gatos
Alertados pela notícia da morte do Tommy, resolvemos observar o Tigre, um dos nossos três gatos conforme já relatei.
Estamos em reforma aqui em casa, fechando a garagem e reorganizando o jardim que era, praticamente, (pelo menos no verão) o quarto e o banheiro dos gatos.
Com o bate-bate dos pedreiros e a própria presença deles, o Tigre (não sei se é por ser o mais velho, já tem 11 anos que na idade humana representa em torno de 56 anos) está completamente transtornado, corre de um lado a outro, vai para dentro de casa e sai correndo, as vezes não aparece nem para alimentar-se.
Quando percebemos está deitado sobre a cadeira da cozinha, no tapete do quarto ou esparramado no sofá da sala (coisa que antes não fazia). O Tigre é um gato escaldado pois tem medo do cachorro do vizinho (um São bernardo) e não passa nem perto da cerca que dividem as duas propriedades.
Como podem ver na foto, os gatos não tem mais acesso a terra onde faziam suas necessidades fisiológicas e já estou pensando em organizar uma passeata com e em favor deles para que seja liberado pelo menos um cantinho só para eles, pois se o Tigre já está apresentando trasnstornos em sua personalidade, mais dia menos dia o Fredy e o Mimoso serão afetados e quererão usar o banheiro da família como “seu banheiro” e fazer suas necessidades ao redor do vaso sanitário como o Tigre fez.
Ou isso ou teremos de ensiná-los a dar a descarga.
Eu não limpo mais…
A procura do clima perfeito
Ando a procura do clima perfeito.
É só novembro e já está este calor senegalês. Não gosto do calor aqui do sul. É um calor que começa de manhã cedo e só termina quando a noite já foi dormir.
Já se acorda mal humorado (apesar do condicionador de ar) e para enfrentar o dia só com muita boa vontade.

Saudades de julho (veja a foto) com aquele friozinho que é aconchegante. O frio que convida para um churrasco, para uma lazanha, acompanhados de um bom vinho. Saudades de um chocolate-quente. O frio que nos leva a usar casacões, blusões de lã. O frio que deixa os casais mais próximos. O frio que muitas vezes é precedido daquela chuva que bate nos telhados emitindo um som indescritível.
Ando a procura do clima perfeito.
Não quero este calor todo (e mormacento) nem precisa ser tão frio.
Eu só quero um clima perfeito!
Pode ser uma temperatura constante de 15 graus celcius, uma chuva de quando em vez, uma sensação térmica que permita usar somente um agasalho, um churrasco, uma lasanha, um bom vinho.
Não ando só a procura de um clima perfeito…


Ladrões roubam em Clube de Naturismo
As vezes dizemos que estamos pelados, sem grana, desprovidos de dinheiro, como desculpa para não assumir aqueles compromissos.
As vezes estamos pelados mesmos.
Nus, como no Clube Naturista Colina do Sol,
ali em Taquara, interior do RS, onde se pratica o naturismo a 12 anos.
Neste 28/11 os larápios penetraram de madrugada no clube, assaltaram e por consequência houve a morte de um morador (provavelmente enfarte ocasionado pelo pânico)
Seria cômico se não fosse trágico.
Os ladrões não aceitaram que os moradores do clube ali pratiquem o naturismo e estejam literalmente pelados, roubando de suas casas dinheiro, celulares, e, até, um Ford Fiesta que usaram para a fuga.
Agora, se nem os naturistas têm segurança, imaginem nós pobres mortais.
Exigir mais segurança é nosso dever. Exigir uma polícia mais enérgica e que ronde as nossas casas e dos habitantes do clube de naturismo é o mínimo que devemos fazer, pelados ou não.